|
Muitos adultos participam dos programas de
alfabetização quando sentem a necessidade de obter conhecimentos de leitura,
escrita e matemática para ajudar seus filhos nos deveres de casa ou
para participar mais ativamente na escola. Quando
tornam-se estudantes os adultos compreendem melhor o que a escola pode
oferecer e conseqüentemente podem entender melhor a educação de seus
filhos e motivá-los. Em Uganda esta foi uma da razões citadas pelos
participantes dos programas de alfabetização. A comparação entre os
iniciantes dos cursos de alfabetização em Uganda e aqueles que se
formaram indicou que os últimos tendiam duas vezes mais a discutir e
verificar os deveres de casa de seus filhos do que os iniciantes. (Okech
et al., 1999:154).
A freqüência das crianças na escola
também melhora quando um dos pais participa de um programa de EBCA.
Neste caso as mães são as que exercem maior influência pois
geralmente passam mais tempo com seus filhos.
O caso do Nepal
Estudos conduzidos no Nepal indicaram que
os filhos de mães analfabetas, de mães envolvidas em cursos de
educação básica e de pós alfabetização, estavam matriculados na
proporção de 65%, 77%, e 81% respectivamente antes destas mães
iniciarem seus cursos de educação contínua. Quando estas mães
completaram seus cursos, a proporção de crianças matriculadas
aumentou em números ainda maiores (86% e 91%) respectivamente. Contudo,
a proporção de crianças matriculadas das mães analfabetas continuou
estagnada em 67%. Diferenças similares também foram observadas com
relação ao aproveitamento escolar e ao comparecimento das crianças na
escola. (Burchfield, 1999, p. 89-90)
O caso de Uganda
Em Uganda, as comunidades que participam
de educação de adultos (REFLECT) tiveram suas matriculas aumentadas em
22% nas escolas primárias públicas. Por outro lado, as comunidades que
não oferecem estes programas tiveram um aumento de somente 4% nas suas
matrículas a nível primário. As comunidades cujas escolas não são
relacionadas ao governo tiveram sua taxa de matrícula dobrada, com um
significante aumento de matrículas de meninas. Além disso, um terço
das comunidades observadas estabeleceu creches para as crianças menores
e contratou facilitadores para operá-las (Archer e Cottingham,1996, p.
76).
Referências
- Adult Literacy Program in Uganda - An
Evaluation (Introduction) - (Part 1).(2001). Anthony Okech, Roy A.
Carr-Hill, Anne R. Katahoire, Teresa Kakooza, Alice N. Ndidde and John
Oxenham.
Sumário em Português
Sumário em Inglês
- Archer, D.; Cottingham, S. (1996).
Action Research Report on REFLECT. (Relatório de Pesquisas sobre
REFLECT). Londres: Overseas Development Administation.
Voltar
|