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Políticas e Estratégias para Desenhar e Implementar Programas de Alfabetização de Adultos e Educação Não Formal 


Referências


 

A áreas a serem consideradas na formulação de políticas de Alfabetização e de Educação Não Formal incluem:

 

 

Políticas 

 


Os desafios de organizar e implementar programas de alfabetização e educação não formal  variam de país para país, devido às diferenças de realidade de ordem política, social e econômica. A elaboração de políticas de Alfabetização e Educação Não Formal deve levar em consideração os contextos regionais, nacionais e internacionais além de ser baseada em uma sociedade em evolução constante.

 

 

Além de Alfabetização e Educação Não Formal, os programas que incorporaram as seguintes áreas foram bem sucedidos:

  • Atividades que promovem a geração de renda
  • Obtenção de Crédito
  • Apoio à comunidade local
  • Pagamento de salários aos instrutores ou facilitadores
  • Treinamento de instrutores ou de facilitadores


Estratégias

 

Muitas organizações internacionais, bilaterais e voluntárias trabalham com os governos na implementação de programas de educação de jovens e adultos. São usadas diversas estratégias para que estes programas sejam bem sucedidos (Oxenham/Aoki, 2001).

 

a. Campanhas/cruzadas nacionais administradas pelo Estado (ex. Cuba, Equador, Nicarágua, Tanzânia, Moçambique)

 

Eficiência - geralmente são eficientes a curto prazo, favorecem a mobilização social. Não são sustentáveis a longo prazo.

 

Requerimentos - forte compromisso e vontade política. Excelente capacidade organizacional e administrativa.

 

b. Programas nacionais administrados pelo Estado (ex. Indonésia, Quênia, Namíbia, Nepal, Uganda, Zâmbia)

 

Eficiência - Bons no início mas tendem a desaparecer à medida que o entusiasmo e as expectativas diminuem. O patrocínio do Estado tende a gerar expectativas de carreiras de funcionalismo público.

 

Requerimentos - compromisso de suporte político e financeiro. Bom sistema de distribuição, supervisão e de responsabilidade.

 

c. Programas delegados/descentralizados pelo governo central para as províncias/municipalidades/comunidades (ex. Índia, China, Tanzânia)

 

Eficiência - varia dependendo das capacidades locais.

 

Requerimentos - forte capacidade local e compromisso reforçados com o apoio das autoridades centrais.

 

d. Programas estaduais que aceitam, convidam ou contratam a participação de agências de voluntariado (Gâmbia, Bangladesh, Senegal e outros países da África do Oeste).

Eficiência - podem ser muito bons ou não dependendo da capacidade de ambos os lados, do quadro de regulamentos, do quanto o governo pode utilizar-se dos conhecimentos das ONGs, e do quanto estes programas podem ser flexíveis.

 

Requerimentos - boa supervisão, mecanismos de monitoramento e avaliação (M& E), transparência, responsabilidade, senso real de colaboração.

 

e. Programas de agências de voluntariado com apoio do Estado (ex. El Salvador, Moçambique)

 

Eficiência - podem ser bons mas também podem apresentar variações.

 

Requerimentos - agências competentes, forte sistema de apoio e de responsabilidade.

 

f. Agências de voluntariado independentes (ex. Tanzânia, Filipinas)

 

Eficiência - podem ser boas mas possuem alcance limitado. Podem ser muito dependentes de certas pessoas.

 

Requerimentos - As agências competentes devem ter instrutores, métodos de ensino e material pedagógico próprios.

 

g. Firmas do setor privado independentes com algum apoio do governo. (Ex. Botswana, África do Sul, Zâmbia, Zimbábue)

 

Eficiência - podem ser programas bons mas limitam-se aos próprios trabalhadores das firmas.

 

Requerimentos - recursos e compromisso da gerência da companhia.

 

h. Iniciativas comunitárias (ex. Bangladesh)

 

Eficiência - podem ser muito eficientes mas limitados e muito dependentes de certas pessoas.

 

Requerimentos - senso de contribuição social, compromisso dos líderes das comunidades.

 

 

Programas bem sucedidos - Características

 

Revendo muitos dos programas bem sucedidos, estes têm em comum as seguintes características que lhes garantem grande número de matrículas, alto índice de freqüência e de conclusão:

  • Atividades geradoras de algum tipo de remuneração
  • Facilidades de crédito
  • Contribuição com financiamento no investimento da comunidade
  • Forte apoio local

 

Programas onde os instrutores recebem algum tipo de pagamento e que são bem treinados geram um grande número de mudanças positivas nos seus participantes, tanto a nível de suas habilidades, atitudes e hábitos como também nas sua participação social e política.

 

Programas que utilizam uma sistemática pedagógica participativa, apresentam:
- Alto índice de freqüência;
- Alto número de participantes que concluem o programa;
- Grandes modificações a nível de habilidade, atitudes e hábitos dos participantes nos programas.

 

Pesquisas realizadas pelo Banco Mundial sugerem que a qualidade dos programas de alfabetização  e educação não formal é o fator determinante no sucesso destes programas, não importando tanto quem os implemente, seja agências estatais, de voluntários ou uma combinação das duas.

Uma revisão dos diferentes programas de alfabetização de adultos em países em desenvolvimento, mostra que os seguintes fatores são de fundamental importância para atingir resultados positivos em grande escala:

  • O estado como o iniciador do movimento;
  • Decisão política ou vontade nacional;
  • Um contexto favorável na implantação dos programas;
  • Mobilização contínua;
  • Um conceito amplo de alfabetização (ou de literacia);
  • Um grande envolvimento colaborativo;
  • Uma coordenação central;
  • Programas e atividades de pós-alfabetização;
  • Uma estratégia dupla combinando educação primária universal e alfabetização de adultos.
    (Extraído do Web a 27 de junho de 2001. Em Espanhol)
    http://www.unesco.org/education/uie/confintea/pdf/con5spa.pdf 

Há uma necessidade muito clara de incorporar políticas de alfabetização como uma parte integral do planejamento nacional e local no grande objetivo de reduzir a pobreza.

 

Recomendações do Banco Mundial

 

 

O Banco Mundial oferece as seguintes recomendações gerais aos governos cujas políticas apóiam a :

  • Reconhecer a importância da Alfabetização e Educação Não Formal para atingir a Educação para Todos.
  • Proporcionar segurança financeira e qualitativa.
  • Dar papel de liderança aos profissionais qualificados em Alfabetização e Educação Não Formal, estar preparados para investir fortemente no desenvolvimento institucional. Considerar outras formas de administração de Alfabetização e Educação Não Formal fora dos departamentos normais do governo
  • Enfocar principalmente as mulheres e adolescentes fora do sistema escolar e incluir líderes da comunidade.
  • Implementar programas diversificados para atender às necessidades locais.
  • Procurar oportunidades para desenvolver  Alfabetização e Educação Não Formal em grupos já estabelecidos.
  • Fazer parcerias com ONGs, organizações comunitárias e empresas privadas.
  • Usar a língua local no início dos cursos de alfabetização além de prover meios para educação contínua na língua oficial para os alfabetizados.
  • Recrutar instrutores locais e usar contratos com tempo determinado.
    · Fornecer bons materiais e currículo de Alfabetização e Educação Não Formal que atendam às necessidades dos participantes e que estejam adaptados ao contexto local.
    · Proporcionar oportunidades para educação contínua após Alfabetização e Educação Não Formal.
    · Incluir HIV/AIDS como parte do currículo.
    · Apoiar a pedagogia de participação.
    · Utilizar o rádio como suporte à .Alfabetização e Educação Não Formal
    · Tornar a Alfabetização e Educação Não Formal acessível aos mais pobres.
    · Monitorar, avaliar e apoiar estudos em Alfabetização e Educação Não Formal.
    (Jon Lauglo, 2001:43. Sumário em Português).

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Referências 

 

  • Ministério da Educação de Angola - Angola -Projetos e Realizações para 2000-2002. Site do Ministério da Educação de Angola. Diretrizes de projetos que incluem população alvo, programas de alfabetização e pós-alfabetização, educação à distância, programas para deficientes entre outros temas. Extraído do Web a 20 de julho de 2001. http://www.mineduc.snet.co.ao

 

       

 

 

 


  

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